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Sal e Pimenta

Não é um blog de culinária...

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19 para 2019 #2

Olá a Todos,

Quem ainda se lembra do 19 para 2019?

A Beatriz  do Blog:

Procrastinar Também é Viver

desafiou-nos a "criar uma lista de 19 desejos, objectivos ou ideias para concretizar em 2019"

 

E como eu não viro as costas a quase nenhum desafio, vou aqui deixar publicamente a minha lista, pois assim terei que pelo menos cumprir com 80%. 

 

Agora vamos ao Balanço:

 

Aqui vai a minha lista:

 

1- Vencer o Cancro e sobreviver aos tratamentos -até agora está a correr bem e já passou um ano

 

2 - Escrever (quase) todos os dias o meu Bullet Journal – mesmo não cumprido…preguiçosa

 

3 - Ler 30 Livros - 13 lidos - Não sabia os efeitos dos tratamentos, mal me lembrava do meu nome quanto mais acompanhar a história de um livro.

 

4 - Tentar não comprar mais de 12 livros – comprei 5

 

5 - Meditar Diariamente – nem sempre

 

6 - Praticar Yoga Diariamente – nem sempre

 

7 - Comer mais Fruta e Vegetais - Verdade

 

8 - Escrever um artigo por dia no Blog – Praticamente cumprido

 

9 - Passar um Fim de semana Prolongado no Porto – ainda não foi este ano...com muita pena minha

 

10 - Passar um Fim de Semana Prolongado em Évora – também não, mas fui a outros sítios não planeados

 

11 - Passar um Fim de Semana em Troia – Também não, mas fui a outros sítios que não estvam nos planos

 

12 - Participar nos Desafios lançados pelo Sapo Blogs – pelo menos os que dei conta

 

13 - Começar a participar activamente na Associação  Olha-te – Nem por isso

 

14 - Resistir e não comprar mais artigos de papelaria - Cadernos, Blocos...- 80% cumprido

 

15 - Não comprar uma única mala, nem acessórios de moda- Até estou a vender.

 

16 - Experimentar Actividades Novas

 

17 - Ler um livro de um escritor de cada Continente – Não, mas vou pedir conselhos a quem sabe aqui na Sapoesfera. Conto com a ajuda dos que escrevem sobre livros.

 

18 - Ler um livro de uma escritora de cada Continente - Não, mas vou pedir conselhos a quem sabe aqui na Sapoesfera. Conto com a ajuda dos que escrevem sobre livros.

 

19 - Sorrir Sempre -Sempre mesmo

 

Mensalmente vou postando para vos dizer como estão a correr os desafios. Não fiz...Preguiça

 

E quem aderiu, como correu?

19 para 2019.png

Agora vou fazer um mais consciente para 2020.

Tenho saudades do Natal de antigamente

Dei por mim a pensar como o Natal e a sociedade mudaram nas ultimas décadas.

Lembro-me da alegria que existia das famílias numerosas se juntarem à volta da mesa, que muitas vezes mal dava para tantos comensais. Estava tudo junto, pais, filhos, primos, avós, tios, tias, família da parte do pai e da parte da mãe.

As mulheres estavam à volta da comida e dos doces, os homens punham a conversa em dia e a lenha na lareira, as crianças brincavam felizes e ansiosas pela hora de abrir as poucas prendas que estavam debaixo da árvore. Tentava-se avinhar o que seria, na maioria dos casos conseguia descobrir muitas delas, através do toque, peso e confesso que devido à minha curiosidade, as que não conseguia descobrir, abria com muito cuidado, tirando a fita cola para espreitar o que lá estava dentro. Confesso, este  foi o meu primeiro crime, nunca ninguém percebeu. 

Depois com os divórcios, os natais começam a ficar reduzidos e têm de ser passados em partes, a noite num lado, o dia no outro.

Quando os avós nos deixam, mais triste fica, pois eles eram aquelas figuras que nos enchiam o coração.

As prendas eram poucas, mas eram muito apreciadas e duravam uma eternidade, Muitas das crianças de hoje tem tantas prendas, que não ligam nem a metade. 

Hoje o natal é um pouco símbolo de desperdício, consumismo e futilidade. Já não tem o mesmo significado de antigamente. 

Prefiro que não me ofereçam prendas, do que oferecerem bugigangas ou coisas sem qualquer utilidade. Estou sempre a dizer, se quiserem oferecer alguma coisa, ofereçam um livro, uma caneca que vou usar de certeza, bolachas, chocolates ou um vinho tinto, mas não ofereçam coisas que não são necessárias e que nem sei onde as vou colocar.

Eu só ofereço livros ou produtos comestíveis, para evitar o desperdício. 

Acredito que ainda existam natais onde toda a família se junta, mas não acredito que seja a maioria.

eu apenas sinto saudades quando tudo era mais simples, onde as pessoas falavam, sem interferências de toques vindo dos telemóveis com notificações das redes sociais. Onde as crianças corriam, ajudavam a fazer os doces e outras coisas e não agarradas a telemóveis ou tablets a jogarem.

A evolução, o consumismo e a tecnologia tem vindo a desumanizar o natal e a vida em geral.

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Imagem: Pixabay

 

Porque até os doces já não se fazem, compram-se.

 

 

desafio de escrita dos pássaros #14

Para esta semana, o tema é:

Não nasci para isto

e dando continuação ao desafio anterior

Lady não queria acreditar naquilo que estava a acontecer e olhou para mim e perguntou:

- E agora?

- Vou ver um filme, depois decido

Depois de ver um filme acabei por adormecer, afinal tinha sido um dia cansativo. Quando acordei parecia que tinha tido um sonho em que teria colocado numa gaiola um bando de pássaros e quando olho para a Lady, percebo que ela olha para mim com os olhos muito abertos e lembro-me que não foi um sonho. Eu tranquei literalmente aquela malta toda numa gaiola. 

E porque fiz isto?

As coisas começaram logo com problemas, só problemas, porque alguém se lembrou de me dar um estalo por amor para que esse momento me marcasse para a vida ou na minha cara. Ainda não descobri.

Depois veio a Beatriz e diz que não, que não foi bem assim, mas então em que ficamos?

Diz que me mandaram para trás do Hitler, e ainda achavam que podíamos ter uma história de um amor e uma cabana, mas o homem era o frigorífico em pessoa e com aquele bigodinho, não dava.

Depois veio a Constança, impingir-me compota de abobora e eu sempre a dizer que precisava era de uma máscara capilar, mas se não comprasse o raio do doce, mandava-me de castigo para escrever uma carta à minha criança e lá comprei a compota.

Comi a compota e acordo numa ilha sem memória e nua. Que tinha a compota? Aqueles pássaros, sempre eles. Vá que se arrependeram e lá me foram socorrer e me acalmaram e um só perguntava: já chegámos, já chegamos? E eu, só queria chegar a casa e parar de o ouvir.

Mas quando chego novamente a casa, a gata começa a falar comigo, a contar-me como tinham sido os dias que estivera na ilha, para me por a par de tudo, visto eu ter ficado sem memória. Mas depois percebi, para meu espanto que a gata falava. Os gatos falam? Será por causa da amnésia que não sei? E só se queixava que os pássaros não se calavam durante todo o tempo que estive na ilha deserta até chegar a casa.

Diz que estavam a escrever um novo final do meu filme favorito, e fiquei furiosa, porque ninguém muda o final daquele filme e foi então que os tranquei a todos numa gaiola.

E agora estão lá e não sei o que lhes fazer. 

Sabes que mais Lady? Vamos fazer as malas, e vamos passar uns dias à Lapónia e eles ficam onde estão e quando voltarmos logo se vê.

É que não nasci para isto, definitivamente. Vamos, vamos e para a semana logo decido de cabeça fria o que lhes faça.

Laponia.jpg

Até para a semana.

Para quem não entendeu nada, veja os posts anteriores:

Tema 1

Tema 2

Tema 3

Tema 4

Tema 5

Tema 6

Tema 7

Tema 8

Tema 9

Tema 10

Tema 11

Tema 12

Tema 13

Sessão de terapia - converso com as minhas gatas

Ultimamente tenho tido conversas com as minhas gatas.

E qual é o problema disso? 

Dizem que estou a ficar doida. 

Mas isso já era, mesmo antes de começar a falar com as gatas. 

Então posso continuar? 

Claro que sim, há quem fale com os botões,  com as paredes, em voz alta e até ache que não é louco. Pelo menos no seu caso o diagnóstico já está feito há muito tempo  

 

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Foto: Sónia, Sal e Pimenta